Void Podcast #005 – Nossa (maltratada) Língua Portuguesa

Olá desenvolvedores, designers, analistas, arquitetos e loucos em geral!

Neste episódio – um dos mais desconexos com a tecnologia – conversamos um pouco sobre a importância do bem falar e bem escrever na nossa querida língua portuguesa.

Será que uma boa gramática, um bom texto, bons e-mails fazem parte dos requisitos de um profissional de TI? Até que ponto escrever de forma errada está ligado com ser ou não um bom programador? O hábito de ler – livros não técnicos principalmente – é algo importante, sabemos. E o que fazer para adquirir este hábito e/ou o gosto pela leitura? Como isso pode nos tornar profissionais melhores?

Este é mais um assunto polêmico e interessante debatido por Elemar Júnior, Leandro Daniel e Vinicius Quaiato (vulgo arrobinha).


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13 respostas em “Void Podcast #005 – Nossa (maltratada) Língua Portuguesa

  1. Excepcional podcast! Toca em pontos importantíssimos e traz a tona discussões que, muitas vezes na nossa área, ficam sepultadas em meio a arquiteturas, códigos, tecnologias etc… Agora, a pergunta inicial do podcast a meu ver ficou bem incompleta e chegou-se a uma conclusão igualmente incompleta. O bom português é importante, mas para quê? Acredito que como cidadão, como líder, como pai e inúmeras outras posições, beiram ao fundamental, mas a um desenvolvedor é justo este pré-requisito? Sendo comum evitar comparações entre linguagens de programação diferentes, com paradigmas semelhantes ou distintos, como podemos colocar na mesma avaliação uma linguagem de comunicação humana. Como exemplo, nesta temos vícios de linguagem como cacofonia, eco, aliteração, na outra temos acoplamento, recursividade, iteração… Essencialmente os conceitos de cada uma não podem ser aplicados nas outra, pois não fazem sentido no contexto alheio. Código não tem som e gera significado útil. Texto tem som e traz em si o significado útil. Só isso já dificulta de maneira abissal qualquer comparação de conhecimento e aptidão.
    É inquestionável que, não só para TI, mas para todos os profissionais é um quesito de maior ou menor importância, assim como não ser obeso, não usar barba (http://www.adjorisc.com.br/jornais/gazetaoeste/geral/banco-pode-proibir-funcionario-de-usar-barba-diz-tribunal-da-ba-1.497250), não ter tatuagem (http://www.jusbrasil.com.br/noticias/94299/justica-autoriza-cancidato-com-tatuagem-a-participar-de-concurso-da-pm), se vestir bem, não fumar, não ser higiênico e mais pelo menos uma dúzia de itens, podem valorizar o profissional de forma completamente alheia à função que ele exerce. Detalhe: sou gordo, barbudo, já fumei, me visto mal, adoro tatuagem (mas não tenho), só a minha higiene tá legal :). Todas estas questões estão mais ligadas à preguiça em exercer uma determinada postura ou se libertar de certos vícios que necessariamente apontar um caráter ou característica.
    Outro ponto é que a última assertiva do podcast deveria ter sido a primeira, a nascente de todas as demais argumentações. Para correr bem, deve-se correr mais. Para nadar bem, deve-se nadar mais. Para escrever bem, deve-se ler mais? Claro que ajuda! Como corre mais ajuda o lutador ter mais preparo no ringue, mas o básico é ele saber lutar melhor, então que lute mais! Escreva mais. Eu sei ler em inglês e ouvir em inglês, com um entendimento muito bom. E faço isso muito. Mas não consigo escrever muitas linhas sem erros crassos e uma dificuldade enorme para organizar meus pensamentos em inglês, o que é 100% independente do meu português e do meu potencial como desenvolvedor. E se pressa prejudica o bom código, porque não prejudica o bom português?
    Em suma, eu acho que ter um português ruim é sofrível, mas “dê a Cézar o que é de Cézar”.
    Abraço a todos, desculpe-me pelo comentário gigante e muito obrigado!

  2. Me encaixo no perfil de nego que só lia livros técnicos, código e tudo mais… Há algum tempo percebi que só isso não seria suficiente para o que queria da vida, então procurei conhecer, ver e ler coisas de fora da nossa área. É dificil bagarai, mas com o tempo vira hábito… Ainda não virei um imortal, mas já consigo me comunicar com muito mais facilidade, embora escrever ainda seja mais fácil do que falar. O foda é que rola um certo preconceito, de boa, já fui zoado diversas vezes aqui por ler alguns livros que estão fora do circulo de conhecimento da galera e que não são técnicos, ai vc passa a ser o cara que está na carreira errada e bla bla bla, o correto é o cara que tem o Code Complete em cima da mesa e nunca abriu (não que eu me importe uhuhuh quero que se foda, EU sei que isso vai me ajudar mais pra frente).

    Ótimo podcast (perfil amigão se manifestando né? huhuhu), já ouvi muitos amigos que, depois de serem corrigidos, usavam aquela desculpa ‘ah, é por isso que eu faço exatas’ (e já ouvi MUITO isso). Acho que esse podcast é aplicável para todas as áreas, conhecer bem nossa lingua é um requisito geral, um erro aqui ou ali é normal o foda é quando por causa de um erro o pessoal já taxa o cara de burro ou de ignorante, é importante também saber diferenciar erro (que todo mundo comete) de não saber escrever.

    Ah, eu ouço TODOS os podcasts pelo iTunes, ele sincroniza quando há algo novo, mas faço questão de visitar o site também e sempre que possível comentar.

    Abraços, galera!

  3. Fala galera, terminei de ouvir todos voids ontem. Também ouço pelo iTunes, mas vou tentar visitar o site e comentar sempre que possível 😀

    Também acho importante o conhecimento da língua portuguesa para o ambiente de trabalho, principalmente em contato com clientes/diretores, acredito que demonstra profissionalismo e cuidado com a imagem até. E também concordo que não precisa ser um dos imortais da academia de letras (como disse o @inha), usar palavras difíceis em tudo, etc.

    Estou pensando em ler algum livro não técnico paralelamente com os livros técnicos que estou lendo, sugestões? rsrs

    Agora, após o void sobre a língua portuguesa, queria escutar um sobre a língua inglesa. Principalmente na nossa profissão, onde temos contato com muitos materiais (livros, artigos, documentações, etc), ou até clientes.

    O que vocês acham? Importante? Essencial? Pouco importante (dependendo do ramo da empresa)?

    Abraço!

  4. Pingback: Você já ouviu o Void podcast?! « Elemar DEV

  5. Um blog de desenvolvedores , discutem a língua portuguesa e não tem um botão para tuitar os links direto do post…
    Gostei desse programa, mas a edição, achei muito frufru, com intervenções sonoras e onomatopeias desnecessárias, não sigam a linha do Guanacast que se tornou ridículo.
    Gosto de ouvir podcasts técnicos, ouçam o Databasecast, grok podcast e o Castalio Podcast eles são muito bons e estão com um nível de edição bem bacana.
    Assinarei o feed para ouvir os anteriores, desejo boa sorte,

    • “frufru” foi ótimo! hahahahah 🙂

      Não conheço o Guanacast, mas mês passado fomos convidados pelo Databasecast para gravar um episódio sobre arquitetura de software com banco de dados. Também conheço o Grok, inclusive tenho contato com o Rafael Rosa. Não conheço o Castalio Podcast.

      Bem, Ivan, o que posso dizer pra você é que não sigo nenhum modelo na hora de fazer a edição do Void, assim como não seguimos nenhuma pauta na hora de gravamos um episódio. Cada Void é uma experiência diferente, pois temos como filosofia não ter rótulos, nem roteiros, nem sequer o compromisso com o retorno de valor do conteúdo.

      E não adotamos essa linha para nos eximirmos de alguma obrigação ou qualquer responsabilidade que seja, apenas não queremos ser tolidos de forma alguma. Acreditamos no diálogo livre, no respeito entre os podcasters do Void e principalmente na garantia de diversão que temos em cada gravação. 🙂

      Note, não é uma defesa que estou fazendo, mas sim uma explanação de como a coisa funciona. De qualquer forma, muito obrigado pelo feedback, sinta-se livre para entrar em contato conosco sempre que quiser.

      Abraços,

      Leandro Daniel

      • Esse é o link http://www.castalio.info/ , o podcast é apresentado por Og Maciel, a cada 15 dias uma entrevista com um convidado diferente.
        Obrigado, por falar sobre a proposta de vocês, Leandro, bacana saber que vocês fazem o podcast pelo prazer de vocês e pra compartilhar experiências.
        Torço que vocês aceitem a participação no Databasecast, conheci o Grok através deles.

  6. Saaaaaaalve, conheci o casting de vocês hoje! Para esse cast está meio LoL!

    Vocês estão um pouco equivocado, Século XXI não é Seculo XX! Não estou dizendo que falar e escrever errado seja bom, isso é importante sem dúvidas! Eu concordo e entendi a mensagem do podcast!

    Porem, essa questão é também social e cultural! As escolas não estimulam a criatividade! Sendo criativo, as pessoas consegue ler bons livros, acompanhar tendência e até mesmo mudar o pensamento umas das outras! Eu não sou muito bom em português! Sou de família pobre! E nem por isso! Vou ser um qualquer, em uma sociedade que visa o preconceito pelo simples fato de conviver com pessoas que falam errado e não se importa com isso!

    Lembra-se daquela firula? “Errar é humano, mais permanecer no erro ai …”

    Bem é isso! Há, desculpe se errei, acho que sou um pouco disléxico! Não sabe o que é isso! No Wikepédia tem sobre a dislexia! http://pt.wikipedia.org/wiki/Dislexia

  7. Muito legal o PodCast. O assunto abordado da muito pano pra manga.

    Em minha opinião, nem oito nem oitenta. Cometer erros primários em textos e não conseguir expressar uma ideia é péssimo, assim como se expressar de uma forma muito culta sem ser claro também é péssimo.

    Minha Mãe é advogada e sempre conversamos sobre a forma que a maioria dos advogados escrevem petições, processos e afins. Falo para ela que os advogados para expressar a sua cultura, ou por quererem parecer inteligentes, ficam enchendo linguiça nos textos, utilizando palavras difíceis e desnecessárias, gerando pilhas e mais pilhas de papéis para leitura, interpretação e decisão dos juízes. Eles geram um volume de trabalho desnecessário e deixam todo o processo da Justiça no nosso País ainda mais lento, demorado, burocrático, etc. Se fossem objetivos e práticos tenho certeza que a Justiça funcionaria melhor (mesmo que em partes) no nosso País. (Princípio KISS para eles, podemos até fazer um comparativo com nossa profissão).

    Quando nos comunicamos por textos em geral, existem algumas recomendações, o simples fato de não seguir essas recomendações pode gerar confusão. Certa vez, em uma discussão por e-mail sobre o cronograma e tarefas de um projeto, um gerente respondeu um e-mail com a seguinte frase: “O time não está bom!”. Essa frase deu o que falar, insatisfação total da equipe e várias explicações e desgaste desnecessário se o gerente escrevesse seguindo as recomendações: “O time não está bom!” – ou seja uma alusão a tempo. Mesmo depois de se explicar, muitos acharam que ele fez de propósito para parecer irônico.
    Enfim, acho muito importante esse tema, foi uma ótima ideia para o Void PodCast.

    Um Abraço

  8. Pingback: Podcasts Recomendados « Programando .NET

  9. Pingback: Void Podcast: episódios #005 ao #008 disponíveis! | Leandro Daniel

  10. “Antes de ler isso, reflita que não sou formado em letras.”
    Olá pessoal,

    Muito interessante o blog, parabéns e achei fantástico a pauta, mas faltou questões nesse episódio, um fato não explorado foi como a relação da linguagem coloquial afeta o meio que vivemos, por isso não fiz computação a nível de graduação e sim comunicação.

    Sempre gostei de ler, tive assinaturas da info por mais de 7 anos, revistas como MTV, Seleções e técnica também, atualmente tenho apenas sobre direito do consumidor. Mas isso não garante que eu consiga escrever na forma culta, porque preciso praticar o que eu aprendo.

    Existe uma barreira muito grande entre a linguagem escrita e a linguagem falada, e no dia-dia a linguagem falada é a linguagem coloquial, informal ou popular como queira identifica-lá. Mas quando precisamos transcrever e comunicar, usamos a linguagem coloquial, essa repletas de “firulas” para uns, e muito importante para a dialogar com o próximo que não está muito próximo. precisando interpretar o que você quis dizer na forma escrita.

    Até hoje eu tenho dificuldade para escrever, sou humano e passivo de erro, mas eu tento reduzir ao máximo reavaliando meus hábitos.

    Gostei muito do debate, e compreendo a visão do Elemar, já trabalhei com programador super expert em gramatica com um nível intelectual aguçado, mas ele possuía problemas para se relacionar com outras pessoas que não possuía o mesmo nível de intelecto que o dele.

    Pela forma que o Elemar expõem sua opinião das pessoas que não leem, não sabem escrever e virce-versa, existem pessoas que são bons escritores/leitores e tem problema de relacionamento, infelizmente estamos no país de semi-analfabetos e o português é uma das línguas mais difíceis de escrever.

    E escreve está mais relacionado a escrita que a leitura, a leitura serve para conhecer as palavras e seus sinônimos. Ler muito vai propiciar um banco de palavras vastos e escrever é praticar as palavras que estão nesse banco. Escrever errado é problema de gramatica, trocar isso por aquilo pode ser um problema de dislexia, ao contrário de ser relaxado.

    Na escola a redação é exigida nas disciplinas correlatas, nunca vi um professor de matética solicitar uma redação. Estudar seus 13 anos não garante que seja bom em português, matemática, física, geografia, ciências e biologia, se isso fosse uma premissa, não existiria pré-vestibular e todos seriam completos em tudo.

    É raro alguém da área de exatas ser bom em humanas, mas o equilíbrio proposto por vocês é compartilhado por mim e, milhares de outras pessoas, mas a realidade é outra.

    E por isso, que existe cursos de redação e gramática aos montes porque nem todos tem conseguem aprender todo o conteúdo, sempre vai ter pessoas que vão priorizar outras coisas.

    Vício de linguagem é real, existe e vai ser difícil de acabar, nos últimos tempo área de tecnologia tem preocupação por uma boa escrita isso é bom porque antigamente não existia nivelamento de português.

    Esse final de semana vou fazer o enem para testar meus conhecimentos, há 10 anos atrás eu fiz o enem, estava acima da média nacional, como nunca foi bom em biologia faltou 10 décimos para fazer engenharia da computação, agradeço esses décimos que me levaram para comunicação digital e hipermídia.

    Faça um podcast sobre Linguagem coloquial e formal, mas chama um especialista da área de linguística de preferência com graduação em pedagogia para deixar o debate imparcial.

    Muito bom, sucesso para vocês!

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